top of page

A NATUREZA É MULHER. Floresta é feminina.

Botânica é palavra que tem licença de estilo como código imaginário.

Eu visto pessoas, árvores e casas. Considero a imagem da elegância ao natural. Acredito na constituição do patrimônio estético próprio. Valorizo a beleza como percepção do sutil, como expressão do sutil. Vibração. 

Ao escolher o tingimento botânico, a artista busca uma relação íntima com as plantas e o ciclo natural das estações. Cada ingrediente, como urucum, cascas de cebola ou açafrão, carrega uma história, uma energia e uma conexão com o ambiente ao seu redor.
Essa sensibilidade se reflete na atenção aos detalhes, na paciência durante o processo e na intenção de criar algo que respeite e valorize a natureza.

Mônica Bergmann entende que o tingimento botânico é mais do que uma técnica: é uma forma de se conectar com o mundo natural, de escutar suas sutilezas e de transmitir essa sensibilidade através de cores que carregam significado, história e alma. É uma prática que celebra a beleza do imperfeito, do natural e do artesanal, convidando quem vê cada  processo a também sentir essa conexão profunda com a natureza e a arte.

Processo: Tingimento de tecido.
Urucum.
Processo: monotipia botânica no papel japonês.
Processo de tingimento com índigo.
Processo: materiais no ateliê de Mônica Bergmann
Tingimento com pigmentação natural.
Processo de pigmentação natural: cascas, flores e folhas.

o índigo é um mergulho.

Um processo em que o tempo que se torna cor.

Investigo o índigo natural como agente estrutural no corpo e no espaço. o trabalho com suportes sensíveis, como seda e tule, exige um controle rigoroso do banho redutor e dos ciclos de oxidação. o azul não é uma escolha superficial: ele se acumula na fibra em camadas moleculares sucessivas, reagindo à luz e ao movimento de roupas e tecidos escultóricos. 

A artista investiga o índigo natural como agente estrutural no corpo e no espaço. O trabalho com suportes sensíveis, como seda e tule, exige um controle rigoroso do banho redutor e dos ciclos de oxidação. O azul não é uma escolha superficial: ele se acumula na fibra, em camadas moleculares sucessivas, resultando em um tom profundo e intenso. 

O índigo requer dedicação exclusiva, temperaturas reguladas, movimentos pausados e constantes. O pigmento se torna vivo, capaz de transformar roupas e tecidos escultóricos em dispositivos que reagem à luz e ao movimento. Neste processo, o índigo é o tempo que se torna cor.

paletas de
PIGMENTOS NATURAIS

Amarelos

camomila, macela, cúrcuma, cosmos

laranjas

casca de cebola dourada, urucum

verdes

erva-mate, espinafre, alecrim

rosas

canela, catuaba, pinhão, caroço de abacate

roxos

hibiscus, uva, jabuticaba, indirrubina

Azuis

anileira, repolho roxo, feijão preto

marrons

casca de goiabeira, casca de barbatimão, café

cinzas

folhas e cascas de eucalipto, picão

bottom of page